Cantar a Pele de Lontra III


 

 

deste horizonte

de cisma e sigilo

detido em seu ímpeto

à espera de recessos mútuos

que se anulem

(como abraços que acolhem)

suspenso em si

no extremo cerco

ao tórax desabrido,

perspectiva ou

hipótese — não o ato

ou efeito de matar-se —

recifrar uma única

batida de coração

reclusa no gesto

mais simples de afeto

e voltar sem sobressalto

ao esforço ininterrupto

de devolver os ossos

ao mundo

 

(Poema do livro Corpo sucessivo, de Danilo Bueno, ed. Oficina Raquel, 2008)



Escrito por Claudio Daniel às 20h38
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GALERIA: ROBERT MAPPLETHORPE (IX)



Escrito por Claudio Daniel às 12h24
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ENQUANTO ISSO, EM SÃO PAULO...

 

Caros, fui convidado pelo Ministério da Cultura da Espanha para participar de uma mesa-redonda sobre poesia contemporânea na Bienal Internacional do Livro, em Sampa. O evento será no dia 22 de agosto, às 19h, no prédio da Bienal; estarão na mesa comigo Olvido García Valdés, Miguel Casado e Luisa Castro. Aguardem mais notícias a respeito aqui na Pele de Lontra



Escrito por Claudio Daniel às 12h22
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GALERIA: ROBERT MAPPLETHORPE (VIII)



Escrito por Claudio Daniel às 22h31
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ENQUANTO ISSO, NO MÉXICO...

 

A revista Luna Zeta n. 26, editada em Oaxaca, publicou meu poema Escrito em Osso, traduzido para o espanhol por Reynaldo Jiménez. Gostei muito da revista, que traz ainda poemas e textos de Virna Teixeira, do chileno Raul Zurita e do uruguaio Eduardo Espina, entre outros.



Escrito por Claudio Daniel às 22h30
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GALERIA: ROBERT MAPPLETHORPE (VII)



Escrito por Claudio Daniel às 14h20
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ÚLTIMAS NOTÍCIAS

 

Caros, nos dias 16 e 17 de agosto (sábado e domingo) será realizado na Casa das Rosas o Hora H, evento anual dedicado a Haroldo de Campos, com debates, palestras, leituras poéticas, shows, vídeos e performances. O programa contará com a participação de feras como Leda Tenório da Mota, Horácio Costa, Lenora de Barros, Lúcio Agra, Frederico Barbosa, Lúcia Santaella, Trajano Vieira, Aurora Bernardini e Péricles Cavalcante, entre outros. Aguardem a divulgação do programa completo aqui na Pele de Lontra.

 

No dia 30 de agosto, sábado, das 15 às 18h, acontecerá o lançamento da Antologia SM, organizada pelo Vicente Pietroforte e por Glauco Mattoso, na loja da Livraria da Vila da Fradique Coutinho. O livro foi publicado pela DIX Editorial. Vicente, para quem ainda não sabe, é um dos caras que conhecem mais profundamente a poesia brasileira contemporânea dentro da universidade.

 

Ufa!!! Que mais? Anotem em suas agendas: entre 14 e 18 de outubro acontecerá o Festival de Literatura Contemporânea (FLIC 2008) na Casa das Rosas e na USP. Este será o evento literário do ano, com recitais, palestras e debates e a participação de poetas de primeira linha.

 

Outra coisa: a nova edição da revista eletrônica Germina, editada por Silvana Guimarães, já está on line. Confiram o endereço na lista de links aí ao lado. Entre outros quitutes, estão seis poemas inéditos de moi-même, da série Prismas.

 

Há outras novidades boas, mas eu contarei depois...

 

Besos,

 

CD



Escrito por Claudio Daniel às 14h18
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NÃO SOU NINGUÉM

 

 

 

  

11

 

Não sou Ninguém! Quem é você?

Ninguém — Também?

Então somos um par?

Não conte! Podem espalhar!

 

Que triste — ser — Alguém!

Que pública — a Fama —

Dizer seu nome — como a Rã —

Para as palmas da Lama!

 

 

(Poema de Emily Dickinson, traduzido por Augusto de Campos, que integra o livro Não sou ninguém, publicado pela Editora Unicamp. Imperdível.)



Escrito por Claudio Daniel às 23h15
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GALERIA: ROBERT MAPPLETHORPE (VI)



Escrito por Claudio Daniel às 16h42
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GERAÇÃO 90: UMA PLURALIDADE DE POÉTICAS POSSÍVEIS (VI)

 

A recriação de formas poéticas de culturas antigas e não-ocidentais, como o oriki africano, o sijô coreano ou os cantos xamânicos de tribos esquimós corresponde a uma tendência conhecida como etnopoesia, cujo principal representante é o poeta e ensaísta norte-americano Jerome Rothenberg. Conforme diz Pedro Cesarino, a etnopoesia não é uma “estética dos excluídos”, ou seja, uma valorização da poesia praticada por autores de determinados grupos sociais marginalizados historicamente, como mulheres, negros ou gays, ação afirmativa de caráter mais político ou sociológico do que estético. Também não se trata de “exotização”, nem de um exercício de arqueologia literária que trata os textos de povos antigos como linguagem arcaica ou morta. Estamos diante de uma noção mais radical da literatura, que olha para o passado sem perder de vista o momento presente e os desafios do processo de criação.

 

Rothenberg afirma que a etnopoesia nasce da suspeita de que “certas formas de poesia, assim como certas formas de arte” que “permeavam as sociedades tradicionais”, geralmente com um sentido religioso, “não apenas se assemelhavam, mas há muito já haviam realizado o que os poetas experimentais e artistas estavam tentando fazer”. Como exemplo dessa afirmação, o autor norte-americano cita os rituais indígenas em que “música & dança & mito & pintura” faziam parte da obra artística coletiva, algo similar ao que entendemos como happening. Nessas manifestações poéticas ancestrais, em que sonho, mito e arquétipos coletivos estão presentes, dando uma dimensão sagrada ao fato artístico, o próprio corpo faz parte da encenação poética, pelo uso de determinada vestes, tatuagens e adornos, pela prática da dança individual ou coletiva, por práticas sexuais. Rothenberg percebeu que a poesia ancestral não é apenas uma construção verbal, mas multimídia. Por isso mesmo, dialogar com tais formas de manifestação artística por meio da tradução intersemiótica ou da criação de novos textos poéticos não significa buscar uma suposta “pureza” ou “autenticidade” de culturas arcaicas, mas transgredi-las para trazê-las ao presente como formas vivas, pulsantes, e não convertê-las em peças de museu. 

 

Enquanto nos Estados Unidos o tema da etnopoesia tem sido pesquisado desde a década de 1950, despertando o interesse de autores da geração beat como Gary Snyder,  este é um fenômeno literário “quase amortecido na poesia brasileira contemporânea”, segundo Pedro Cesarino. Sem dúvida, podemos recordar os diálogos criativos com as culturas indígena e africana realizados ao longo de nossa história literária por Gonçalves Dias (I Juca-Pirama), Sousândrade (O guesa errante), Mário de Andrade (Macunaíma), Raul Bopp (Cobra Norato) e outros poetas, mas estudos sérios de etnopoesia no Brasil são ainda raros; podemos citar o livro Oriki orixá, de Antonio Risério, conjunto de ensaios sobre a poesia ritual iorubá acompanhado de recriações inventivas dos textos africanos; a tradução do Popol Vuh por Sérgio Medeiros e Gordon Brotherston; a antologia de poesia guarani chamada Kosmofonia mbya guarani, com traduções de Guillermo Sequera e Douglas Diegues; os Cadernos de Ameríndia, com traduções de Josely Vianna Baptista; e sobretudo a poesia de Ricardo Aleixo, que buscou inspiração no oriki num livro notável chamado A Roda do Mundo (1996), de onde citamos o poema Mamãe grande, dedicado à Iemanjá, em que o andamento anafórico e reiterativo iconiza o movimento das ondas:  

 

todas

as águas do mundo são

Dela, fluem

refluem nos ritmos

Dela, tudo que vem,

que revém, todas

as águas

do mundo são

Dela,

fluem refluem

nos ritmos Dela.

tudo que

vem, que revém,

todas as águas

do mundo

são Dela, fluem

refluem

nos ritmos Dela, tudo

que vem

que revém.

 

Essa forma de composição poética, que pertence à tradição oral africana, conforme diz o poeta e antropólogo Antonio Risério no livro Oriki orixá, era utilizada para louvar os deuses, reis e personalidades ilustres (a palavra ori quer dizer “cabeça”, e ki significa “canto”). O oriki, poema cantado e dançado em cerimônias sociais e religiosas, não tem “medida métrica fixa, armação estrófica ou número de ‘versos’ previamente estabelecidos”, diz Risério. Não se trata de uma “forma fixa”, mas de uma “forma orgânica”, que “opera pela justaposição de blocos verbais” e “pelo princípio da montagem”, excluindo a linearidade de tipo aristotélico; a estrutura do texto é paratática, com as proposições se sucedendo “numa colagem de unidades, sem que se providenciem nexos discursivos para uni-las num encadeamento lógico e/ou cronológico”. O próprio Risério realizou interessantes recriações de orikis, traduzidos diretamente do iorubá, respeitando as aliterações, assonâncias e outros jogos fônicos dos poemas, como neste Oriki de Xangô: “Xangô oluaxó fera faiscante olho de orobô / Bochecha de obi. / Fogo pela boca, dono de Kossô, / Orixá que assusta.”.

 

A produção poética de Ricardo Aleixo e de Antônio Risério, diga-se de passagem, não se resume ao oriki; Aleixo é autor de poemas visuais e sonoros, realizou eventos multimídia e performances com a Sociedade Lira Eletrônica Black Maria, além de publicar livros de versos notáveis como Festim (1992), Trívio (2001) e Máquina zero (2004). Risério, por sua vez, além da obra ensaística (Textos e tribos, Ensaio sobre o texto poético em contexto digital, entre outros títulos), publicou dois livros de poemas: Fetiche (1996) e Brasibraseiro (2004, em parceria com Frederico Barbosa).

 

Todas as experiências inventivas que citamos neste ensaio retomam e desenvolvem processos e técnicas das vanguardas, mas sem um projeto único e totalizador, sem um caráter militante, com sua ortodoxia e guerra declarada às instituições; são “revoluções solitárias”, para citarmos Octavio Paz, inseridas dentro do campo de possibilidades do presente, mas sem renunciar à pesquisa estética e à busca da inovação formal, sem o que teríamos de declarar, à maneira de Francis Fukuyama, o “fim da poesia” como arte.



Escrito por Claudio Daniel às 16h40
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GALERIA: ROBERT MAPPLETHORPE (V)



Escrito por Claudio Daniel às 12h49
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GERAÇÃO 90: UMA PLURALIDADE DE POÉTICAS POSSÍVEIS (V)

 

A construção poética concisa, fragmentária, que condensa os recursos da linguagem e se choca com violência contra a sintaxe discursiva e a própria noção de verso define a tendência minimalista, que teve um momento de expansão na poesia brasileira na segunda metade da década de 1990, a partir da publicação do livro Ossos de borboleta (1996), de Régis Bonvicino, que também divulgou entre nós a poesia norte-americana de vanguarda, e em especial a obra de Robert Creeley, expoente do Black Mountain College, e dos autores ligados à Language Poetry da década de 1970, como Michael Palmer e Charles Bernstein.

 

O minimalismo defendido por esse grupo, ao qual se ligaram inicialmente poetas jovens como Angela de Campos (Feixe de lontras, 1996), Kleber Mantovani (Sombras em relevo, 1998) e Tarso de Melo (A lapso, 1999), entre outros, pratica procedimentos facilmente identificáveis que, pela excessiva repetição, logo se tornaram fórmulas fixas: o uso exclusivo da caixa baixa, o espaço duplo, os verbos no infinitivo, a descrição elíptica de cenas urbanas e a incorporação no vocabulário de termos como algum, ninguém, esse, talvez, entre, como, para reforçar uma imprecisão do sentido — recurso que, como aponta Marjorie Perloff no texto de “orelha” a Ossos de Borboleta, advém da leitura de “mestres norte-americanos como William Carlos Williams, Robert Creeley e George Oppen”.

 

O principal recurso estilístico utilizado por essa tendência é a metonímia, aliada à elipse, embora apareçam também metáforas de sabor surrealizante, que derivam dos tender buttons de Gertrude Stein. A esse respeito, Manuel da Costa Pinto fala em “justaposição de frases nominais, refratárias às correlações lógicas”, e ainda de uma “língua desconexa”. A reverberação das técnicas mais evidentes da Language Poetry, que não pode ser reduzida a esses recursos, acabou estabelecendo um padrão que não causa mais surpresas.

 

Vale a pena ressaltar que a prática da concentração verbal, da fragmentação e da síntese já estava presente na “poesia pau-brasil” de Oswald de Andrade, que, no dizer de Paulo Prado, oferecia, “em comprimidos, minutos de poesia”. A experiência poética oswaldiana, que deriva das “palavras em liberdade” do futurismo italiano, das técnicas de montagem do cinema e do diálogo com as artes plásticas (em especial o cubismo), foi o ponto de partida da Poesia Concreta, na década de 1950, que operou uma síntese radical das vanguardas históricas, levando à desarticulação da sintaxe e da palavra, à espacialização e reconfiguração visual do poema. A influência concretista é visível em diferentes poetas que, nas últimas décadas, praticaram uma poesia concisa, substantiva, focada na materialidade da palavra poética, como Carlos Ávila, Duda Machado, Paulo Leminski e Júlio Castañon Guimarães, e está presente em boa parte da produção poética de qualidade mais recente.

 

Um poeta minimalista da Geração 90 que merece atenção pela originalidade e voz pessoal é Ronald Polito, autor de livros como Solo (1996) e Vaga (1997), entre outros títulos. A angústia do deslocamento, o mal-estar no mundo e o desencontro de sentido entre a linguagem e as coisas são algumas das obsessões do autor; ele cria uma tensão entre o subjetivo e o objetivo numa escrita clara e de contornos mínimos, que se contenta com a brevidade de um haicai para resumir a paisagem existencial. Assim, por exemplo, no poema Muda, publicado no livro Vaga:

 

silêncio sem fim

um grito em um estojo

— para não esquecer —

entre suspiros           afora

rumores de golpes

— ruídos

 

Este poema é construído a partir de oposições entre silêncio e grito, memória e esquecimento, ausência e presença, com economia de metáforas e imagens; o aspecto temático é sugerido, de modo impreciso, por termos como rumores, suspiros, ruídos. Numa composição de apenas seis linhas (sugerindo a justaposição de dois haicais), o autor conseguiu criar uma atmosfera de tensão (sintetizada na linha “um grito em um estojo”) sem usar a voz em primeira pessoa e sem delimitar ações externas; é um poema altamente sugestivo, que faz pensar na concentração da poesia japonesa e na pintura do sumi-ê.

 

O diálogo com a fotografia, o cinema e as artes plásticas está presente na poesia de Virna Teixeira, que publicou os livros Visita (2000) e Distância (2005), em que concilia o lirismo com a forma meditada, construída com rigor de linguagem. Esta leitora de Ana Cristina César e João Cabral de Melo Neto sabe que a poesia move-se em espiral entre a emoção e a inteligência, a sonoridade e o silêncio, numa aventura da linguagem ou irrupção de signos. Ela não necessita de mais do que onze palavras (sendo três artigos) para criar uma seqüência quase cinematográfica:

 

pequeno, o

frágil

corpo

soluça

vermelha,

a flor

entre os

dedos

 

que recorda a objetividade de poetas como William Carlos Williams. O que chama a atenção em Distância, porém, é a transição do minimalismo para outras formas de dizer, especialmente na última seção do livro, chamada Entre paredes. Encontramos aqui algumas peças que se aproximam da prosa, expandindo a música verbal, agora menos solista do que camerística, como no poema notável que começa com estas linhas: “Eu estou morrendo, ele disse / O lápis verde escorrendo sob as pálpebras. / O que é ilusão nas horas transitórias. / Neste barco náufrago, atrás desta murada”. 

 

Outros poetas minimalistas que se destacam, entre os que publicaram o primeiro livro após 2000, são Danilo Bueno (Fotografias, 2002; Crivo, 2004; Corpo sucessivo, 2008), Diego Vinhas (Primeiro as coisas morrem, 2004) e André Dick (Grafias, 2002; Papéis de parede, 2004).



Escrito por Claudio Daniel às 12h48
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